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Síndico profissional em Porto Alegre: o que faz, obrigações legais e como contratar?

Imagem ilustra um síndico profissional

Você conhece a profissão de síndico profissional? O que significa isso? O que fazem os síndicos profissionais, quais são as formas de contratação e a forma de atuação?

Neste artigo, responderemos a todas essas perguntas.

No contexto da vida em condomínio, é mais comum ouvirmos falar do síndico eleito; aquele que escolhemos dentre os condôminos ou moradores do nosso condomínio, e que será responsável pela administração do prédio a partir da eleição.

Entretanto, essa profissão específica existe, e cada vez recebe mais valorização do mercado.

Neste artigo, você vai entender por que o síndico profissional é um profissional cada vez mais requisitado, como se dá sua formação, como é o seu trabalho, e como fazer para contratar um em Porto Alegre/RS.

 

O que é e o que faz um síndico profissional?

 

O síndico profissional é aquele que profissionaliza uma função que, só recentemente, tem recebido a devida atenção.

Ser síndico de condomínio exige qualificação, experiência e treinamentos, já que a administração de condomínios hoje é tão complexa e exigente quanto a gestão de uma empresa.

Dessa maneira, o síndico é um profissional, que pode ser contratado de maneira exclusiva ou parcial, por um condomínio, para tomar conta de toda a parte administrativa, contábil, financeira, e também o que diz respeito às manutenções e segurança do condomínio.

Portanto, são três as principais competências do síndico profissional nos condomínios:

 

 

Gestão financeira e prestação de contas

 

Esse ângulo de atuação do síndico envolve, por exemplo, o planejamento orçamentário anual, super importante para prever bem os gastos, garantir as prioridades e a segurança financeira do condomínio.

Além disso, faz-se necessário o controle de inadimplência e a emissão de relatórios financeiros transparentes e claros; tudo para assegurar boa saúde financeira ao condomínio.

 

Manutenção preventiva e segurança (NBR 16.280)

 

Ponto-chave da administração condominial, as manutenções preventivas e de segurança demandam atenção especial, pois dizem respeito à saúde e ao bem-estar dos condôminos e moradores.

Aqui, o síndico profissional precisa planejar as fiscalizações periódicas e as manutenções obrigatórias, prevê-las no orçamento anual, negociá-las com os moradores, garantir o controle e as exigências técnicas, e assim por diante.

 

Mediação de conflitos e aplicação do Regimento Interno

 

Uma das características mais marcantes da vida em condomínio é a pluralidade de pessoas que compartilham espaços em comum, o que, naturalmente, levará a conflitos e atritos a respeito da convivência, rotinas, higiene e outras questões.

O síndico profissional atua na escuta dos moradores quanto a esse tipo de problema, e eventuais mediações de conflitos, garantindo que se siga estritamente o que há na Lei, bem como o próprio Regimento Interno do condomínio.

Este é um ponto que destaca muito a importância de um síndico profissional, pois, em questões de pessoas nos condomínios, é preciso imparcialidade e grande conhecimento. 

Um síndico morador nem sempre terá o treinamento e a preparação necessários para mediar conflitos de forma eficiente e imparcial.

Assim, o síndico profissional faz uma grande diferença no cotidiano do condomínio.

 

O respaldo legal: o que diz o Código Civil?

 

O Código Civil (Lei 10.406/2002) descreve e detalha os deveres do síndico. É a partir dessa legislação que vêm as prerrogativas do síndico profissional, bem como seus direitos e deveres.

Os artigos 1.347 a 1.356 regem a figura do síndico dentro do CC. Em primeiro lugar, o Código trata de suas competências, que são:

 

“(…) I – convocar a assembleia dos condôminos;

II – representar, ativa e passivamente, o condomínio, praticando, em juízo ou fora dele, os atos necessários à defesa dos interesses comuns;

III – dar imediato conhecimento à assembleia da existência de procedimento judicial ou administrativo, de interesse do condomínio;

IV – cumprir e fazer cumprir a convenção, o regimento interno e as determinações da assembleia;

V – diligenciar a conservação e a guarda das partes comuns e zelar pela prestação dos serviços que interessem aos possuidores;

VI – elaborar o orçamento da receita e da despesa relativa a cada ano;

VII – cobrar dos condôminos as suas contribuições, bem como impor e cobrar as multas devidas;

VIII – prestar contas à assembleia, anualmente e quando exigidas;

IX – realizar o seguro da edificação.

 

Além disso, os artigos especificam condições para convocações das assembleias, quóruns para votações e decisões, dentre outros.

Mas, voltando ao síndico, é importante entender que esse profissional possui dois tipos de responsabilidades em relação ao condomínio: a responsabilidade civil, e a responsabilidade criminal.

 

Responsabilidade civil do síndico profissional

 

Em primeiro lugar, o síndico profissional pode responder civilmente por prejuízos financeiros ou materiais ao condomínio, a moradores ou terceiros por negligência, omissão ou abuso de poder (quando o síndico age além do que a assembleia ou a lei autorizam).

 

  • Consequências: o síndico perde a proteção patrimonial do cargo, responde com os próprios bens e pode ser obrigado a indenizar os prejudicados ou ressarcir o caixa do condomínio.

 

  • Exemplos comuns: negligenciar manutenções básicas (fachada, para-raios), expor devedores (condômino ou morador) de forma vexatória, ou gastar com obras sem adequada aprovação prévia.

 

Responsabilidade criminal do síndico profissional

 

Ocorre quando a conduta do síndico, seja por desvio intencional ou por falta grave de cuidado, é classificada como crime.

 

  • Consequências: processo penal, risco de prisão, penas alternativas e antecedentes criminais.

 

  • Exemplos comuns: desvio de dinheiro do condomínio (apropriação indébita), apresentar notas frias (estelionato), ou não repassar o INSS retido na folha de pagamento dos colaboradores. Em outros sentidos, como o síndico profissional é o garantidor legal da segurança do prédio, acidentes causados por falta de manutenção podem gerar processo criminal por lesão corporal ou homicídio culposo.

 

Diferenças práticas: Síndico profissional vs. Síndico morador

 

Síndico Morador Síndico Profissional
Vínculo com o condomínio Residente eleito Profissional externo contratado
Tomada de decisão Pessoal / Relação de vizinhança Imparcial / Baseado no Regimento Interno
Formação técnica Variável (geralmente leigo) Especializada (adm, direito, finanças)
Disponibilidade de tempo Limitada (concilia com outra profissão) Dedicação contratual específica
Responsabilidade jurídica Assume os mesmos riscos, frequentemente sem preparo Resposta técnica e cobertura de seguro profissional

 

Quando vale a pena contratar um síndico profissional em Porto Alegre?

 

A escolha entre síndico profissional e síndico morador depende do tamanho do condomínio, da realidade do empreendimento e da necessidade real.

Se olhamos para condomínios maiores, vemos com clareza que demandam mais operação, que possuem mais funcionários (próprios ou terceirizados), e em geral, têm maior complexidade, e podem se beneficiar grandemente de um síndico profissional.

Esses são, portanto, bons candidatos para contratar um síndico profissional.

Paralelamente, condomínios antigos em Porto Alegre (bairros como Moinhos de Vento, Petrópolis e Rio Branco) podem demandar reformas mais frequentes e adequação de estruturas de segurança, etc.

Da mesma maneira, empreendimentos novos e condomínios-clube de grande porte na capital ou no Litoral Norte (Capão da Canoa e Xangri-lá) também possuem alta demanda operacional e áreas de lazer complexas.

Finalmente, claro, sempre há a possibilidade de faltar candidatos moradores dispostos a assumir a responsabilidade civil do cargo.

 

Qual o valor médio de um síndico profissional em Porto Alegre e como escolher?

 

O valor médio do salário de um síndico profissional em Porto Alegre vai de R$ 2.500,00 a R$ 6.000,00.

Para condomínios com mais de 100 unidades, esse valor pode ultrapassar os R$ 10.000,00.

Já para a contratação, não deixe de checar a experiência do profissional, cursos, reputação e referências.

Por fim, administradoras como a Aliança Condomínios, possuem seus próprios síndicos profissionais, e que podem oferecer suporte técnico completo, facilitando o acompanhamento dos moradores, especialmente agora, com o Aliança Online 2.0. Conheça o app:

 

https://www.youtube.com/watch?v=8464kc5IvZk

 

 

Conclusão

 

Um síndico profissional pode tornar a administração do condomínio muito mais tranquila e eficiente.

É importante lembrar que dedicação exclusiva e imparcialidade são dois pontos que podem definir a escolha de um condomínio pela sindicância profissional.

Falando nisso, em Porto Alegre, você pode encontrar síndicos profissionais associados à Aliança Condomínios. Eles e elas possuem qualificação de primeira e experiência extensa em diversos empreendimentos condominiais na região.

Faça contato conosco e entenda nossos serviços de sindicância profissional.

Especialista em condomínios, só a Aliança!

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